
Uma reviravolta na produção da prova do caso do rapto de um empresário, em Fevereiro do ano passado, que domingo trouxe em primeira “mão”, na semana finda, leva o tribunal a seguir o rasto das armas que supostamente teriam sido usadas pelos raptores.
Segundo depoimentos recolhidos na segunda audiência de discussão e julgamento do processo-crime número 28/2024-A, dúvidas bastantes são levantadas quanto ao paradeiro das armas, assim como em relação à instrução do processo que está a ser apreciado.
Até a presente fase, pelo menos duas versões sobre o tipo de armas usadas pelos criminosos foram ouvidas, nenhuma das quais faz a bota não “bater com a perdigota” para a descoberta da verdade dos factos.
Na acusação foi feito constar que a arma do tipo “AKM” e uma pistola de calibre não especificado teriam sido encontradas numa sacola de um dos co-arguidos que, alegadamente, viajou da cidade da Beira até Maputo para praticar o crime.
DA INSTRUÇÃO
Muitas pontas soltas levantam-se relativamente à forma como teria sido conduzida a instrução do processo que se reporta aos autos. Por um lado, a julgar pelas alegações dos co-arguidos em sede de interrogatório judicial, por outro, as dúvidas que começam a sobressair na convicção do colectivo de juízes da Décima Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.
Veio parte dos indiciados declarar que teria sido coagida por meio de severas torturas, com infindáveis “chambocadas”, para forçar a assinatura dos termos de responsabilidade sobre determinados factos constantes da acusação, sobretudo no que tange à propriedade das armas citadas no processo. (Domingo).
Fonte TVSucesso2026