
Após a divulgação dos resultados dos exames nacionais de 2025, registaram-se manifestações de descontentamento por parte de alunos em várias regiões do país.
Os estudantes acusam alguns professores de terem induzido respostas incorrectas durante a realização das provas, o que, segundo alegam, terá contribuído para o elevado número de reprovações.
Em resposta, a Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) veio a público rejeitar as acusações, afirmando que a classe docente não pode ser responsabilizada pelas reprovações em massa. Em entrevista à televisão Miramar, o presidente da ANAPRO, Isac Marrengula, negou de forma categórica qualquer envolvimento dos professores na facilitação de respostas aos examinandos.
O dirigente sublinhou ainda que os docentes têm procurado afastar-se de práticas ilícitas, sobretudo no processo de correcção dos exames.
Segundo Marrengula, a degradação da qualidade do ensino em Moçambique resulta, em grande medida, de falhas estruturais e administrativas do Ministério da Educação e Cultura, que, no seu entender, não tem assegurado condições adequadas para o bom funcionamento do sector.
A ANAPRO alertou igualmente para a existência de um alegado conflito de interesses, afirmando que alguns decisores do Ministério são proprietários de instituições de ensino privado.
A associação considera que o elevado índice de reprovações no ensino público pode estar a ser usado como mecanismo para pressionar os alunos a optarem por escolas privadas ligadas a essas figuras.
Fonte TV Miramar