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šŸ“° MOƇAMBIQUE CHORA LUƍSA DIOGO: RESTOS MORTAIS DA ANTIGA PRIMEIRA-MINISTRA JƁ REPOUSAM EM MAPUTO

Num ambiente de profunda consternação e pesar, os restos mortais de LuĆ­sa Dias Diogo chegaram a solo moƧambicano na manhĆ£ desta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. O voo proveniente de Lisboa, Portugal — onde a antiga governante perdeu a vida na passada sexta-feira, aos 68 anos, vĆ­tima de doenƧa — aterrou no Aeroporto Internacional de Mavalane pontualmente Ć s 08h00.

A urna, coberta com a bandeira nacional em honra ao seu serviço ao Estado, foi recebida com honras militares e aguardada por uma comitiva composta por familiares, amigos próximos, membros do actual Executivo e representantes de diversas confissões religiosas. Instituições do sector financeiro, como o Banco ABSA, também se fizeram presentes para render uma última homenagem àquela que foi uma das figuras mais influentes da economia moçambicana.


O Governo de MoƧambique, atravĆ©s do Conselho de Ministros, aprovou a realização de um funeral oficial e decretou luto nacional de dois dias, com inĆ­cio Ć  meia-noite do dia 23 de janeiro. 


Luísa Diogo deixa um percurso indelével na história política e económica do país. A sua carreira foi marcada pelo rigor técnico e pela quebra de barreiras de género na alta esfera do poder.

- 2004 – 2010: Primeira-Ministra de MoƧambique (A primeira mulher a ocupar o cargo)

- 1999 – 2005: Ministra do Plano e FinanƧas

- 1994 – 2000: Vice-Ministra do Plano e FinanƧas 

Economista de formação, Luísa Diogo foi uma peça fundamental nas negociações de alívio da dívida externa e na implementação de reformas estruturais que moldaram a economia de Moçambique na transição para o novo milénio. A sua partida é sentida não apenas como uma perda política, mas como o fim de uma era de liderança pragmÔtica e dedicada à causa pública.

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