
Mais de cem civis perderam a vida ao longo de uma semana na província de Darfur do Norte, no oeste do Sudão, na sequência da intensificação dos confrontos armados entre o Exército sudanês e grupos paramilitares. A informação foi avançada por fontes médicas locais à agência France-Presse (AFP).
O conflito, que teve início em abril de 2023, opõe as forças armadas regulares às Forças de Apoio Rápido (FSR), grupo paramilitar que controla as cinco capitais da vasta região de Darfur. Embora as FSR tenham concentrado a sua ofensiva mais recentemente na região vizinha de Kordofan, os combates continuam a ocorrer de forma esporádica em Darfur.
De acordo com uma fonte médica do hospital de El-Zurq, pelo menos 51 civis morreram no sábado, em ataques realizados com drones do Exército, que atingiram um mercado e várias zonas civis da cidade. El-Zurq é também local de residência de membros da família do general Mohamed Daglo, líder das forças paramilitares.
Os ataques provocaram ainda a morte de dois chefes militares, Moussa Saleh Daglo e Awad Moussa Saleh Daglo, conforme relatou uma testemunha presente nos funerais. A mesma fonte, que pediu anonimato, confirmou igualmente a morte do responsável pela administração local, Bachir Barma Berkah.
A violência contínua tem deixado um rasto de destruição, incluindo aldeias incendiadas, agravando a crise humanitária na região de Darfur do Norte.