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LUTO NO JORNALISMO MOÇAMBICANO: MORREU FELISBERTO FIRMINO, VETERANO JORNALISTA DA AIM!

 

 O jornalismo moçambicano está em luto com a morte do experiente jornalista Felisberto Raimundo Firmino, figura emblemática da Agência de Informação de Moçambique (AIM), que faleceu na manhã desta segunda-feira, vítima de uma doença prolongada.

Felisberto Firmino, nascido em novembro de 1961, na cidade de Chimoio, província de Manica, tinha 64 anos e uma carreira que se estendeu por quase quatro décadas no serviço público de comunicação social. 

Ao longo da sua vida profissional, Firmino destacou-se como jornalista dedicado e respeitado, tendo integrado o quadro redatorial da AIM desde o início da sua formação profissional até se tornar uma das vozes mais reconhecidas no meio jornalístico nacional. 

Formação Académica e Trajetória Profissional

Felisberto Firmino iniciou os seus estudos secundários em Cuba e posteriormente em Maputo. Foi um dos primeiros a concluir o curso médio de Jornalismo criado pela Escola de Jornalismo em Moçambique. 

Prosseguiu a sua formação superior em Itália, onde se graduou em Jornalismo pela Universidade de Estudos de Urbino.

 Complementou os seus estudos com uma licenciatura em Ciências da Comunicação — especialização em Jornalismo — e um mestrado em Cooperação e Desenvolvimento pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM) em Maputo. 

Ao longo dos anos, desempenhou funções que ultrapassaram a simples redação de notícias: lecionou Jornalismo na Escola de Jornalismo em Maputo, formando novos profissionais e contribuindo para o fortalecimento do sector. 

Em 2004, lançou o livro “Moçambique: Dívidas Ocultas na Voz dos Protagonistas”, uma obra que analisa um dos casos mais controversos da história recente do país, reunindo testemunhos e perspetivas sobre este fenómeno. 

A obra foi prefaciada pelo académico italiano Luca Bussotti e apresentada em Maputo pelo professor José Paulino Castiano. 


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