
A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) reagiu à polémica em torno do preço dos bilhetes na rota Maputo–Xai-Xai, negando qualquer aumento recente das tarifas. Segundo a companhia, o que ocorreu foi apenas o término de uma campanha promocional que se encontrava em vigor.
Apesar do esclarecimento, a estratégia de comunicação adotada pela LAM gerou descontentamento entre a população. Muitos cidadãos interpretaram a redução do preço como uma medida de apoio humanitário, tendo em conta a grave situação vivida na província de Gaza, fortemente afetada pelas cheias.
O valor considerado acessível levou centenas de pessoas a aderirem à promoção, encarando-a como uma oportunidade para sair ou chegar a Xai-Xai num período marcado por dificuldades e deslocações forçadas.
Para vários passageiros, a companhia falhou em termos de clareza, sensibilidade e empatia, sobretudo num contexto de crise humanitária, o que acabou por intensificar as críticas dirigidas à transportadora aérea nacional.