
Rodrigo Reis, pai da malograda, explicou ao Na Mira do Crime que vivia com a sua filha e em alguns casos, a filha saía de casa e passava algumas semanas na casa de uma tia.
No princípio do mês, Mónica despediu ao pai que iria a casa da tia onde ficaria por 12 dias, nesse mesmo período, conta, a malograda foi até a casa de uma amiga não identificada passar alguns dias, sem o consentimento do progenitor.
No dia 24 de Dezembro, em hora não precisas, o pai conta que apareceu uma viatura do Serviço de Investigação Criminal, e no interior havia uma suposta amiga da sua filha com os pertences dela, e um dos efectivos disse que a sua filha estava mort∆ e já enterrada, e que qualquer esclarecimento deveriam se dirigir até a 51 esquadra.
"Naquele instante fomos até a referida esquadra, onde nos informaram que a minha filha teria ido à casa de uma suposta amiga, localizada na periferia do KK 5 mil, já no interior da residência, na companhia de mais três amigas, a mãe de uma delas teria lhes dado feijão com kizaca. Depois de comerem, naquele instante ambas passaram mal, e a minha filha morreu no local", disse.
Acrescentou que, enquanto às amigas foram socorridas até ao hospital do KK, a polícia abriu o processo número 7623/25.
"Seguimos depois até ao Comando Municipal do Kilamba, onde fomos informados pelos efectivos do Serviço de Investigação Criminal que a minha filha foi mort∆ na via pública e que um dos presumíveis agressores já se encontrava d£tido".
De acordo com o pai, o SIC no Kilamba não conseguiu informar com clareza, em que circunstâncias a sua filha foi mor∆, "mas nós vimos pelas imagens fornecidas, a roupa cheia de sangue e a testa coberta de adesivos", detalhou.
No mesmo dia 24, conta, seguiram até a Morgue Central de Luanda, onde foram informados pelos funcionários, que a sua filha deu entrada na madrugada do dia 19 e enterrada no dia 22 de Dezembro, por orientação do Governo.
Fonte: Namiradocrime