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Estudantes moçambicanos morrem misteriosamente no Chipre

 No curto espaço de duas semanas, dois jovens moçambicanos, com idades entre os 21 e 26 anos, foram encontrados sem vida nas suas respetivas residências em cidades diferentes da ilha mediterrânica.

De acordo com os relatórios da policia local divulgados pela imprensa cipriota, os incidentes ocorreram de forma isolada, mas com semelhanças que despertam preocupação:

Carlos Alberto Pinto Santana Júnior (26 anos) foi declarado óbito no dia 13 de Janeiro. O seu corpo foi localizado na madrugada do dia seguinte, em Lefkoşa.

Tafadzwa Bonifácio Gruveta Massamba (21 anos), neto da figura histórica Bonifácio Gruveta Massamba, o jovem foi encontrado morto na passada sexta-feira (23 de Janeiro), em Haspolat. Exames preliminares realizados pelo médico de serviço não indicaram sinais de violência ou luta física no corpo do jovem.

Estes dois casos não são isolados. Nos últimos dias, o Chipre registou outras duas mortes súbitas envolvendo jovens estrangeiros (entre os 23 e 25 anos) em circunstâncias análogas. Num dos casos, especula-se que a causa possa ter sido intoxicação por monóxido de carbono devido ao uso de fogões a carvão para aquecimento, mas no caso dos moçambicanos, as investigações continuam em aberto.

A polícia cipriota mantém todas as linhas de investigação abertas. Em ambos os casos dos moçambicanos, as autoridades sublinharam que as causas exatas das mortes só serão determinadas após a realização das autópsias.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique já confirmou estar a par das ocorrências e prometeu uma reação oficial assim que forem reunidos todos os dados laboratoriais e policiais.

Estima-se que vivam no Chipre cerca de 200 moçambicanos, maioritariamente atraídos pelo sistema de ensino superior da ilha, tradicionalmente considerada um dos destinos mais seguros da Europa

Fonte Folha de Maputo 

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