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DEPOIS DE CHÓKWÈ, MANHIÇA TORNA-SE NOVO EPICENTRO DAS CHEIAS: MARINHA RESGATA 205 PESSOAS EM MENOS DE 24 HORAS

Depois de Chókwè, o distrito da Manhiça emerge como o novo rosto da tragédia provocada pelas cheias no sul do país. Só na quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026, a Marinha de Guerra de Moçambique resgatou 205 pessoas entre adultos, jovens e crianças nos postos administrativos de Buna e 3 de Fevereiro, na província de Maputo.

A operação de salvamento decorre na sequência do aumento crítico do caudal do rio Incomati, que voltou a transbordar, e deixou comunidades inteiras isoladas e expostas ao risco iminente. As províncias de Maputo e Gaza continuam sob forte pressão das águas, numa situação que reacende o debate sobre a vulnerabilidade das zonas ribeirinhas e a capacidade de prevenção face às cheias recorrentes.

No terreno, a Marinha mantém operações contínuas de busca e salvamento, incluindo na localidade de Cumbene, distrito de Marracuene, onde várias famílias viram as suas casas e bens serem engolidos pelas águas.

Com meios navais e pessoal especializado, a Marinha de Guerra de Moçambique tem sido, até ao momento, a principal linha de resposta no salvamento de populações em zonas de alto risco, numa corrida contra o tempo para evitar perdas humanas, enquanto o número de afectados continua a crescer.

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