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O corpo do bancário português Pedro Ferraz Reis, que morreu em Moçambique em circunstâncias ainda por esclarecer, vai ser submetido a uma segunda autópsia, desta vez em Portugal. Os restos mortais chegaram ao Porto na quarta-feira, 28 de janeiro, provenientes de Maputo.
A informação foi inicialmente avançada pelo Jornal de Notícias e confirmada pelo Notícias ao Minuto junto de fonte ligada ao processo. A nova autópsia será realizada pelo Instituto de Medicina Legal (IML) do Porto, esta quinta-feira, 29 de janeiro, com o objetivo de esclarecer as causas da morte.
A acompanhar o corpo estiveram os familiares de Pedro Ferraz Reis, bem como elementos da Polícia Judiciária (PJ) e do IML, que se deslocaram anteriormente a Moçambique para apoiar a investigação. Segundo o JN, a atuação das autoridades portuguesas no terreno levantou dúvidas, sobretudo pela rápida mudança da tese de homicídio para suicídio por parte das autoridades moçambicanas.
Recorde-se que Pedro Ferraz Reis, administrador do banco BCI — subsidiária em Moçambique da Caixa Geral de Depósitos e do BPI — foi encontrado morto num hotel de luxo no centro de Maputo, na noite de 19 de janeiro. A Polícia da República de Moçambique acabou por concluir tratar-se de suicídio, apesar de declarações iniciais apontarem para homicídio.
O caso gerou forte contestação pública, levando familiares e amigos a lançar uma petição online, já com mais de nove mil assinaturas, onde são apontadas várias incongruências na investigação e considerada “inimaginável” a versão oficial dos acontecimentos.
FONTE Jornal Ao Minuto PG
As autoridades portuguesas continuam a colaborar com as congéneres moçambicanas, procurando esclarecer definitivamente todas as circunstâncias que envolveram a morte de Pedro Ferraz Reis.