O fenómeno da erosão, um problema crónico na região, avançou de forma descontrolada, deixando várias famílias a poucos metros de precipícios de lama, vivendo o que descrevem como "ter o coração nas mãos" a cada nova tempestade.
A indignação da comunidade é alimentada por promessas governamentais que ainda não saíram do papel. No final de 2025, o Governo anunciou um plano de emergência para realizar obras de contenção e estancar a destruição. No terreno, foram instalados depósitos e alojamentos para trabalhadores, mas os residentes denunciam que, desde então, nenhum trabalho efetivo de engenharia foi iniciado.
Para quem vive no limite da encosta, as estruturas de apoio montadas servem apenas como um lembrete amargo de um socorro que tarda em chegar. A situação agravou-se drasticamente com as recentes intempéries, que aceleraram o desgaste dos solos. Os moradores garantem que a terra continua a ceder diariamente e que a paciência da comunidade esgotou-se.
O clamor agora é pela entrada imediata de máquinas no terreno para o início das obras de contenção, antes que a erosão culmine numa tragédia humana inevitável. Com a época chuvosa a ganhar força, o tempo de agir está a esgotar-se para centenas de pessoas que vêem o esforço de uma vida a desaparecer a cada enxurrada.
Entre o medo da derrocada e a revolta pela falta de acção institucional, as famílias da Polana Caniço aguardam por uma resposta concreta das autoridades municipais e centrais, enquanto vigiam, noite e dia, a estabilidade das paredes das suas casas.
Fonte Six Tv
