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Óscar Monteiro revela pressões sobre o Presidente nas nomeações públicas

O veterano da luta de libertação e figura histórica da Frelimo, Óscar Monteiro, lançou duras críticas à atual gestão política do país, alertando para o sequestro das instituições públicas por interesses privados e grupos de pressão.

Em declarações que estão a ecoar nos corredores do poder em Maputo, Óscar Monteiro — um dos arquitetos da independência de Moçambique — manifestou o seu profundo descontentamento com o rumo da governação. O antigo ministro descreve um cenário de degradação institucional onde o interesse público parece ter sido submetido a agendas de grupos restritos.

A crítica de Monteiro foca-se, em grande medida, na perda de independência do Chefe de Estado perante diversas esferas de influência. Segundo o político, é urgente reformar o sistema de escolhas para cargos públicos.

“Há que começar a mexer nas nomeações, ou seja, não há nenhuma nomeação que é feita ao sabor das pressões que se fazem sobre o Presidente, seja de grupos regionais, seja de seus amigos, seja de financiadores de partidos”, afirmou Óscar Monteiro ao Jornal Canal de Moçambique.

Para o veterano, este mecanismo de “troca de favores” e pressão constante compromete a meritocracia e a eficácia da administração estatal, criando uma teia de compromissos que impede o desenvolvimento real do país.

A relevância destas palavras advém da estatura moral de quem as profere. Óscar Monteiro não é apenas um observador externo; foi colaborador próximo de Samora Machel e desempenhou funções cruciais na estruturação do Estado moçambicano pós-1975.

Ao mencionar o termo “cartéis”, Monteiro sugere que o controlo do partido Frelimo e, por extensão, do aparelho de Estado, está a ser disputado por forças que operam fora da lógica do bem comum, priorizando a acumulação de riqueza e influência através do financiamento de partidos e de lealdades regionais.


O posicionamento de Óscar Monteiro junta-se ao de outras vozes históricas que têm vindo a pedir uma “regeneração” interna do partido no poder.

Fonte MOZNEWS 

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