Exploração de areias pesadas em Inhambane continua sem data definida devido a reassentamentos

O arranque da exploração das reservas de areias pesadas nos distritos de Jangamo e Inharrime, província de Inhambane, permanece sem data marcada, apesar do elevado potencial económico que o projeto representa para Moçambique.

Descobertas em 2017, as reservas de cerca de 4,4 biliões de toneladas foram classificadas como estratégicas para a economia nacional. Em 2019, o Governo concedeu à Mutamba Mineral Sands uma licença mineira de 25 mil hectares. Contudo, seis anos depois, a exploração não avançou devido à ausência do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), documento essencial para a atividade mineira.

Segundo o jornal O País, o bloqueio está ligado ao processo de reassentamento de cerca de 70 famílias que vivem no primeiro bloco a explorar, com 400 hectares, e à gestão de áreas sensíveis, incluindo campas. O representante da Mutamba Mineral Sands, Monteiro Suez, sublinhou que o projeto não pode avançar sem garantir os direitos das comunidades afetadas.

Apesar de já existir em Jangamo uma planta industrial com capacidade para processar 130 toneladas de areias pesadas por hora, a infraestrutura permanece inativa enquanto não for atribuído o DUAT.

Do lado governamental, a secretária de Estado em Inhambane, Bendita Lopes, assegurou que a componente técnica está concluída e que falta apenas a entrega do relatório de reassentamento. A governante acredita que o processo será encerrado até ao final do ano, permitindo o início das operações em 2026.

A exploração destas areias é considerada estratégica, com potencial para gerar receitas fiscais significativas, criar centenas de empregos e dinamizar a economia local, mas só avançará quando as condições de reassentamento estiverem garantidas.

Fonte MozNews 


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